Os Portos podem ser envelhecidos em barricas e engarrafados quando prontos para beber. São dos tipos Ruby, Tawny e LBV (Late Bottled Vintage, este matura por cerca de 6 anos, que é uma categoria abaixo do Vintage). Eles duram mais quando abertos. O Vintage, o mais especial dos portos, vem de vinhedos superiores, envelhece 3 anos na madeira e depois deve continuar a maturar na garrafa por pelo menos mais 15 anos. Ficam ótimos aos 30 anos. Estes quando abertos devem ser consumidos. Já os Colheita, também muito especiais, descansam na madeira cerca de 7 nos, antes de serem engarrafados. Isso é tudo que eu sei sobre os Portos e sujeito a erros. Quem quiser se aprofundar acesse The Vintage Port Site.
Os Portos são um excelente aperitivo, como também ótimos para servir após as refeições. Acompanham bem queijos tipo Blue Cheese (Gorgonzola), nozes, frutas secas e doces. Fazem excelente dupla com um bom Havana. As marcas mais conhecidas são Burmester, Grahams, Taylors, Khron, Nieport e Ramos Pinto. Eu experimentei Vintages e Colheitas do Nieport e Khron, todo excelentes.
Não conheço os brancos portuguêses. Já experimentei um Esporão 04, maravilhoso, e fico por aí. Quanto aos tintos, durante a viagem “tomamos todos”. Os tintos portugueses, são feitos a partir de castas locais de nomes deliciosos, tais como Touriga Nacional, Tinta Roriz (ou Aragonês, que é a Tempranillo Espanhola), Baga, Castelão, Touriga Franca e Trincadeira (ou Tinta Amarela). As mais comuns são a Touriga Nacional e a Tinta Roriz. Quase sempre os tintos portugueses são cortes que misturam diversas castas. São em geral vinhos encorpados, com boa acidez, retrogosto persistente e excelentes companheiros para carnes vermelhas e pratos condimentados. As principais regiões produtoras são o Douro (Barca Velha, Casa Ferreirinha, Quinta da Leda, Quinta do Crasto, Quinta do Cotto, Quinta Vale D. Maria, Quinta Vale do Meão,…), Alentejo (Pera Manca, Cartuxa, Mouchão, Tapada de Coelheiros, Esporão, Marques de Borba, Quinta do Carmo, Quinta da Viçosa, Nieport,…), Dão (Grão Vasco, Messias, Quinta de Cabriz,…) e Bairrada (pouco conheço). Estremadura é outra região que vem se destacando.
Durante minha viagem fiquei nos vinhos do Douro e Alentejo. Experimentei Pera Manca e Cartuxa, ambos da Fundação Eugênio Almeida. O Pera Manca 03 foi o segundo melhor vinho que experimentei durante a viagem. O tinto que mais me impressionou foi um Quinta do Crasto 04 Vinhas da Ponte…. espetacular! Logo abaixo, pau a pau com o Pera Manca, tomei um Casa Ferreirinha Reserva 92, que gostei mais do que um Barca Velha 99 (produzido só em safras especiais, até hoje só 15 safras, pelo mesmo Ferreirinha e carésimo). O preço do Barca é três vezes maior que o do Casa Ferrerinha, mas não é três vezes melhor. Eu fico com o Casa. Quem quiser conhecer um pouquinho melhor a história do Barca Velha acesse o blog Secondo Tucci.
Uma novidade fantástica (infelizmente não encontrável no Brasil) são os tintos de boutique da Nieport: Batuta, Redoma e Charme (este último com pinta de Borgonha). São produzidos em pequena escala (se encontra duas ou três garrafas de cada nas garrafeiras, nome que os portugueses dão às adegas). São baratos, comparativamente aos tops português e deliciosos. O Batuta foi um dos 3 ou 4 vinhos que mais gostei em minha viagem.
Se encontrarem, não percam também o Lavradores de Feitoria Gran Escolha 03 (Douro) e o Tapada de Coelheiros Medalhado 92, ambos fantásticos. E é isso aí, moçada. Tudo que eu aprendi sobre os grandes vinhos portuguêses, agora vocês já sabem. Bebam com moderação…